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quinta-feira, 8 de março de 2012

Calorão afeta o corpo e a mente


*Por Eduardo Schneider
Sol escaldante, ar seco, roupa grudando no corpo, vento então? Algo raro. Estes são alguns dos exemplos que caracterizam o verão. Conhecida como a estação das férias, esta época é preferida por muitos jovens e adultos que gostam de se refrescar na piscina ou degustar um caprichado sorvete com os amigos. Mas existem também aqueles que contam os dias para que o calor excessivo termine o mais rápido possível.
Responsável pela mudança de comportamento e pelo aumento de problemas respiratórios, várias pessoas sentem-se desconfortáveis com as altas temperaturas.
Segundo o Dr. Marcos Reckziegel, a dica é tomar muita água, usar roupas leves, protetor solar, e comer muitas frutas e legumes para reposição dos sais minerais e vitaminas.
- O corpo humano tem mecanosmos reguladores de suas funções em variação de temperaturas, tanto que temos crianças brincando no Senegal assim como no Alasca. Entretanto quando há mudanças muito acentuadas, ou exposição a temperaturas extremas por longo tempo sem proteção, nosso corpo pode perder a capacidade reguladora e alterar suas funções, por isto devemos manter o corpo protegido dos excessos, bem hidratado e adequadamente alimentado - explicou Reckziegel.
O médico também afirmou que houve um aumento no número de consultas devido os dias quentes.
-  Este aumento se deve ao intenso desconforto sentido pelas pessoas já portadoras de problemas respiratórios como asmas, bronquites, enfisemas e outras insuficiências respiratórias. Também são responsáveis por este aumento, os surtos de gastroenterites com diarreias e vômitos , de origem viral ou bacteriana - disse Reckziegel.
Considerado mito por várias pessoas, a mudança do comportamento relacionada a temperaturas extremas é considerada verídica pela ciência. Para a Psicóloga Débora Freitas, a solução é  procurar se adaptar evitando queixas e reclamações.
- Assim como no inverno, onde as baixas temperaturas podem levar até a casos de depressão sazonal, no verão, as altas temperaturas podem levar ao mau humor e irritabilidade, sonolência, ansiedade, especialmente causados pelo desconforto físico.
É preciso se adaptar a rotina que o clima está pedindo. Não dá para ficar fugindo da realidade, negando o momento. É comum escutarmos as pessoas falando eu queria estar na praia, eu não queria estar aqui, isto só piora a situação.
Se o calor está insuportável, ficarmos contrariados por estarmos trabalhando, por estarmos na cidade, só vai aumentar a irritação e stress.
Precisamos aceitar a idéia de que os dias estão quentes e tentar nos adaptarmos, buscando os recursos possíveis para evitar o desconforto e o mal estar. Se o clima está assim e nós não podemos fazer nada para mudar, temos nós que nos adaptarmos, evitando a queixa e as lamentações. Isso já ajuda a melhorar o humor - disse Débora.

Temperatura está acima da média
Por telefone, o técnico da Metsul, Alexandre Aguiar, revelou que as ondas de calor no mês de março são comuns, mas neste ano as temperaturas estão entre 3ºC a 4ºC acima da média histórica no Rio Grande do Sul.
 - O calor deve permanecer no estado até a próxima semana. Os dias terão sol e poucas nuvens, mas não se pode descartar chuvas isoladas típicas de verão - finalizou Alexandre.

 *Matéria publicada no Jornal Gazeta de Caçapava - edição de 09 de março de 2012.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Recorde de parapente é batido em Caçapava

  Um dos principais cenários de voo livre do país, o Cerro da Angélica foi novamente palco de uma decolagem inesquecível para os pilotos Luciano Horn, Alfio Júnior e Donizete Lemos. Utilizando equipamentos Sol Tracer TR2 e Ozone R11, o trio bateu o recorde Sul Brasileiro e Gaúcho de Parapente, sobrevoando 327km. 
Por Eduardo Schneider

Pilotos percorreram 327 quilômetros, de Caçapava do Sul a Uruguaiana-RS


         Segundo Rodrigo Motta, um dos integrantes do Clube Caçapava do Sul de Voo Livre, eles decolaram às 10h de sábado, dia 07, e pousaram, às 18h39min, no interior de Uruguaiana. 

         - Foram 8 horas sobrevoando belas paisagens do Estado. Os pilotos passaram por Vila Nova, São Gabriel, Rosário do Sul e Alegrete - afirmou Rodrigo. 

         A marca obtida pelos pilotos só perde para o recorde mundial de distância, que é de 461km, alcançados em 2007, no Ceará. 

          De acordo com Rodrigo, sol, tempo seco e muito vento formam a condição ideal para permanecer tanto tempo no ar. 

         - No parapente, é possível voar contra ou a favor do vento, sempre em queda. Os pilotos vão mapeando e analisando o percurso. A cada momento que um deles acha a condição melhor, a certa altura, ele procura a força de planeio e ganha essa altura perdida através de uma corrente de ar quente, chamada térmica - explica Rodrigo. 

         “Estas 8 horas de voo dariam um livro!” 

         Cheio de euforia e emoção, o relato de Alfio, um dos recordistas, revelou detalhes do voo e qual foi o segredo para conseguir cumprir o objetivo. 

         - A técnica, a empolgação e o arrojo de cada piloto colaboraram para que tudo desse certo. Quando calculamos as médias de velocidade no inicio do voo, vimos que poderíamos fazer fácil os 300km. Porém, em São Gabriel, a condição piorou e a média caiu. Para se ter ideia, voamos uns 40 minutos nos segurando. Confesso que achei que o dia estaria perdido. Como o voo não é uma coisa tão exata e não se pode desistir nunca, perto de Rosário do Sul, a condição melhorou e, junto, veio à alegria. Aproximadamente 50km depois, nós três fomos ao chão. Não dava para acreditar que estaria tudo perdido. 

         Então, veio um momento de cinema: pegamos umas bolhas fortes e com muito vento. Acho que este foi o pior momento do voo, por estarmos baixo e pelo risco que estávamos assumindo. Mas, como nenhum dos três largou, voamos uns 15km a 300m ou 350m. Momento tenso demais, mas, em seguida, conseguimos estabilizar o voo. 

         Quando rumamos para Alegrete, mesmo no ar, aproveitamos para fazer um lanche. Rodando uma térmica no quilometro 285, resolvi sair um pouco para a esquerda, ficando uns 300m menos que eles e, então, desliguei o rádio e pensei: é agora ou nunca, se andamos até aqui, vou tocar em frente. 

         Passamos o quilometro 294 a 1000m do chão e cruzamos os 300km cientes de que o recorde era nosso. Juntamos uma vela ao lado da outra, definimos como e onde seria o pouso e os últimos 27 km foram só euforia. Sem dúvidas, estas 8 horas que fizemos foram demais, dariam um livro - finalizou o piloto. 

         Esporte vem crescendo no país 

         Praticado no Cerro da Angélica, que é de propriedade particular de Carlinhos Moraes, o voo livre vem crescendo na região e no país. De acordo com Rodrigo Motta, somente no último final de semana, 25 pilotos, muitos de outros Estados, decolaram do morro, que tem 250m de altura. 

         - Quem quiser participar tem que ter mais de 18 anos e fazer o voo duplo. Se gostar, começa o curso, que dura 5 meses. Terminando o curso, está apto para voar. 

         O investimento em equipamentos gira em torno de R$3mil a R$10mil e envolve a compra de vela (asa), selete (cadeira), paraquedas reserva e eletrônicos (altímetro, GPS, rádio), que são opcionais - disse Rodrigo. 

         A próxima edição do Campeonato Gaúcho de Voo Livre começa em fevereiro e terá a primeira etapa em Sapiranga, nos dias 25 e 26. Quem representará Caçapava são os pilotos Marcos Lacava e Rodrigo Motta. 

sábado, 7 de janeiro de 2012

Respeitável Circo da Cultura



          O projeto “Incrível Circo da Cultura”, criado por um grupo de jovens estudantes e artistas que, juntos, formam a Comunidade Cultural Sonho Coletivo, realizou, na última quarta-feira, uma manifestação que surpreendeu aos caçapavanos. 


         Por volta das 17h30min, a Caravana do Circo, formada por integrantes do movimento cultural, saiu da Praça Matias Velho, localizada na Rua 15 de Novembro, próximo ao CTG Sentinela dos Cerros. A partir dali, um Corcel 75, chamado Bira, todo enfeitado, puxou o grupo que, com as caras pintadas de palhaço e tocando tambores e pandeiros, percorreu a Rua 15, chamando a atenção das pessoas e, também, do comércio local, que parou para assistir à manifestação. 

         No Largo Farroupilha, onde aconteceram as apresentações, centenas de pessoas aguardavam a caravana. 

         O público prestigiou shows de música e dança, com participações de diversos artistas e grupos caçapavanos, e se surpreendeu com a dinâmica e qualidade das apresentações. 
              Confira no vídeo um resumo de tudo isso.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Caçapavano conta o que viu no Haiti

 Cabo Osório(à esq.) ficou seis meses no Haiti
Uma experiência que ficará marcada na vida do Cabo de Comunicações do 3º Regimento de Cavalaria Mecanizada (3º RCMec) de Bagé, Luciano Osório de Oliveira, de apenas 21 anos. É que ele, e mais de 800 militares integraram o 14º Contingente do Batalhão Brasileiro que deu seguimento a Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti no período de 04 de março a 16 de outubro deste ano.
Segundo o caçapavano, que está curtindo alguns dias de folga em casa com a família, a experiência na capital Porto Príncipe foi muito positiva, apesar da realidade completamente diferente.
- Eu era sessão de comando e ficava no quadro de comunicações (CECON), ou seja, trabalhava mais internamente. Só saíamos às ruas quando não estávamos de serviço no CECON, mas uma das coisas que me chamou a atenção foi de que apesar de toda a pobreza, raramente se via briga ou violência nas ruas. As crianças, mesmo com roupas bem simples não paravam de rir e cumprimentar os militares, estavam sempre brincando e sorrindo com todos, como por exemplo, em uma feira eles te ofereciam um tênis por U$S 40 dólares e se tu respondesses que era muito caro, então eles diziam pra ti em Creole que é a língua deles: - Ah bombagai (boa gente) quer tirar meu coração! - em tom bem humorado. Quer dizer, mesmo com todas as dificuldades eles gostam do país deles, são Patrióticos e felizes - afirmou o militar. 
 Promover a ação Cívico Social que consistia em levar brinquedos, água e cestas básicas bem reforçadas para a população, também incluía a missão do Batalhão Brasileiro. Durante o patrulhamento nas ruas, muitas eram as diferenças comparadas ao Brasil.
- O trânsito seguidamente parava devido às ruas estreitas e a falta de organização. Vencia quem buzinasse mais! Inclusive, tinha muitos “Tap-taps”, que eram o meio de transporte coletivo do país.
O que mais me chocou foi a questão do lixo e o esgoto que eram a céu aberto e também por conta dos IDPs - Internally Displaced Persons – (Pessoal Deslocado Interno), nomenclatura da ONU para as pessoas desabrigadas, que perderam tudo e que viviam em barracas, que tinha em todo lugar - afirmou.
Luciano também exibiu ao repórter: fotos, vídeos e mostrou bandeiras e pinturas adquiridas no país caribenho, além de contar sobre a lição de vida aprendida.
         - O modo de viver deles é completamente diferente do nosso. A maioria deles não tem o conforto que temos como casa, água potável, roupas limpas, nem escola e emprego garantidos. Então eu percebi que nem tudo é tão ruim o quanto parece ser. Sempre tem pessoas que estão em situação bem pior - revelou.
O caçapavano que entrou no quartel no ano de 2008 e promovido a cabo em 2010, retorna a sua unidade em Bagé nesta segunda-feira, dia 07, após um ano de desligamento das suas funções que somaram os seis meses de treinamento e mais os seis meses de missão no Haiti. 
Por Eduardo Schneider - Matéria também publicada no Jornal Gazeta de Caçapava em 04 de novembro de 2011 

AS IMAGENS 
  O cenário da capital Porto Príncipe é composto por barracos onde moram milhares de  desabrigados

Depois do terremoto, o comércio foi estabelecido provisóriamente em frente as ruínas dos prédios
O trânsito na capital Porto Príncipe é caótico. Vence quem tem o maior veículo e a busina com maior volume

Relação é pacífica entre civis e o Exército Brasileiro

Entre bandeira e camiseta Haitiana, Cabo Osório exibe o Certificado e o Quepe entregues pela ONU

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Quatro vozes que cantam e encantam

Uma vez por semana elas se reúnem para colocar os assuntos em dia, programar a agenda e, principalmente, soltarem à voz. Nestes encontros, as professoras, Adriana Dias e Adriana Inácio, a microempresária Ana Paula Oliveira e a funcionária pública Renata Bairros encontram no canto e na música, um fator que faz a vida delas se aproximar cada vez mais, entre a arte, a música e o público, o Grupo Sul Em Canto.
Renata Bairros, Adriana Dias, Adriana Inácio e Ana Paula Oliveira integram o Grupo Sul Em Canto

Segundo Renata Bairros, o grupo foi formado em 2005, quando três delas foram convidadas a fazer uma apresentação na Câmara de Vereadores, em alusão ao Dia Internacional da Mulher. De lá para cá, o conjunto fez uma pausa de dois anos e retornou com força total em 2008, agregando mais uma integrante e fechando o quarteto que já é bem conhecido na cidade e na região.

Gêneros musicais como MPB, Cancioneiro gaúcho e clássicos latinoamericanos preenchem o repertório do grupo que já fez diversas apresentações em eventos como a Feira do Livro, Baile de Debutantes, FEMUC e Pua de Ouro.

- A representação da mulher forte, que trilha caminhos da música “Mulheres Pampeanas” de Nenito Sarturi e Eduardo Zamberlan é o que move o Grupo Sul Em Canto a seguir em frente cantando e encantando a todos - afirma Adriana Dias.

A última exibição do Sul Em Canto foi no lançamento do CD da Sentinela da Canção Nativa e o próximo show já tem data marcada. Será no domingo, dia 07 de agosto, na 12ª edição da Feira dos Pequenos e Microempresários (FEPEMI). O telefone pra contato é 3281 3949 ou 9648 4287. 

Por Eduardo Schneider

terça-feira, 5 de julho de 2011

Caçapavano integra o Grupo Tholl

*POR EDUARDO SCHNEIDER

Muitos pais e educadores costumam afirmar que todos devem seguir seus sonhos. O que nem sempre é tão simples, mas o caçapavano Rafael Teixeira Chaves conseguiu. O jovem artista, de 20 anos, está no Grupo Tholl, uma das maiores trupes de técnicas circenses da América Latina.

Após participar de uma oficina de três dias em Pelotas, onde aprendeu técnicas como perna-de-pau e malabares, Rafael Chaves conseguiu entrar na trupe do Tholl pela primeira vez em 2007. Depois de um intervalo de quase quatro anos, ele conseguiu retornar e afirma estar realizando um sonho em meio aos 250 artistas de vários lugares do mundo que compõem o espetáculo.

- Minha participação no Tholl está sendo muito emocionante. No primeiro desfile que participei, chorei de tanta emoção – revela.

Contratado para atuar nas apresentações do Grupo durante a Fenadoce, em Pelotas, que vai até o próximo domingo, Rafael Chaves conta que seu papel é o de guardião da fada. Segundo ele, o guardião protege em terra a fada que é suspensa no ar, com um anjo, como se estivesse voando.

Dentre os espetáculos do Tholl que estão acontecendo nos desfiles temáticos na Fenadoce, três montagens encantam o público: "Tholl, Imagem e Sonho" e "Exotique", espetáculos circenses, e "O Circo de Bonecos", peça teatral voltada ao público infantil.

Segundo Rafael Chaves, o seu interesse pelo mundo artístico, em especial o teatro e as artes circenses, surgiu após a primeira apresentação que fez atuando e dirigindo a peça “A Lenda da Pedra do Segredo”, quando estudava no Instituto Dinarte Ribeiro.

O jovem ator também é diretor do Grupo Nócas, que faz apresentações teatrais no município desde 2010. No dia 08 de julho, ele estará de volta a Caçapava para coordenar a campanha do agasalho promovida pelo Nócas. Até lá, Rafael Chaves segue se apresentando em um mundo de aventura e emoção chamado Tholl. 



* MATÉRIA PUBLICADA NO JORNAL GAZETA DE CAÇAPAVA DIA 1º DE JULHO

domingo, 12 de junho de 2011

O que fazer com os eletrônicos que você não usa mais?

Com a evolução da tecnologia os produtos que mais aquecem as vendas do comércio são os eletrônicos. Tem modelos para todos os gostos, idades, estilos e necessidades, como celulares, computadores, pilhas e lâmpadas fluorescentes, por exemplo. Mas o que fazer quando algum desses produtos precisa ser descartado? 

Segundo o biólogo Rafael Bitencourt Vivian, membro da ONG Ita (Interação de Trabalhos Ambientais), o correto é levar o eletrônico até a loja e devolvê-lo, pois a loja repassa o produto ao fornecedor que é obrigado a recolher o material vendido. 

De acordo com o engenheiro florestal Nilvo Tôrres Dorneles, responsável técnico do Departamento de Meio Ambiente, existe uma política nacional que estabelece critérios para que estes produtos sejam vendidos, usados e devolvidos. 

- A lei da logística reversa funciona assim: o produto é fabricado, o distribuidor repassa para as lojas, o comércio em geral, e depois de usados, os produtos são devolvidos pelos usuários - explica. 

Apesar da nova lei, os caçapavanos ainda não têm o hábito de devolver nas lojas os produtos que não podem ser jogados no lixo comum, como lâmpadas fluorescentes, pilhas e baterias, afirmam os proprietários de duas eletrônicas da cidade. Ambos revelam que também encontram dificuldades na hora de descartá-los corretamente. 

Por Eduardo Schneider

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A esperada preservação das muralhas do Forte Dom Pedro II

Há mais de um ano - desde a realização em Caçapava do Seminário Fortes e Fortalezas do sul do Brasil - o problema das raízes que crescem incrustadas no Forte D. Pedro II é de conhecimento público e nenhuma solução é apontada. Agora surgem novas promessas de eliminar, nos próximos meses, as figueiras que provocam rachaduras nas muralhas. Será que vai sair? Clique e leia mais.

Uma das pedras já caiu

Situação de Emergência
O Forte Dom Pedro II se deteriora com a vegetação que cresce em meio às muralhas. Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), uma limpeza ocorrerá ainda no início deste ano
*Por Eduardo Schneider
A fortaleza é uma das principais obras militares do estado. Situa-se em uma área de 20.576 metros quadrados que pertence ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), desde 1938. É um dos pontos turísticos mais visitados da cidade, porém, não cuidado e amparado pelo poder público como deveria. O Forte Dom Pedro II é mais um monumento de Caçapava que requer socorro urgente.
A construção centenária sofre com a vegetação que cresce em meio aos muros. O mato e algumas figueiras, aos poucos vão deteriorando os muros que foram sinônimos de grandeza e ousadia arquitetônica na época da revolução farroupilha, inclusive com a queda de algumas pedras das muralhas.
O Forte foi construído para proteger a fronteira sul do Brasil, das invasões espanholas. A sua construção começou em 1846 e foi paralisada em 1852 porque o principal inimigo do Brasil na região do Prata, o ditador argentino Juan Manuel de Rosas foi afastado do poder que exercia a mais de vinte anos.
Para tentar preservar este patrimônio, a coordenadora do Centro Municipal de Cultura e assessora de projetos especiais do executivo, Arqueóloga Claudia Uessler (foto) agora tem a missão de agilizar o encaminhamento da limpeza.
            - Existe um pedido para a retirada das figueiras que foi feito em 2009, ou seja, há quase dois anos que a prefeitura tenta uma solução junto ao IPHAN, que é o órgão responsável pelo Forte. O que acontece: só pessoas habilitadas e autorizadas pelo IPHAN podem fazer esta limpeza. No caso do Forte, há uma única arquiteta deste órgão no estado que pode tratar desta questão das figueiras, o que dificulta o andamento, sem falar da falta de dinheiro que é comum dos municípios da região e também do IPHAN – afirma a assessora.
         Claudia Uessler também revela que está fazendo tudo que é possível para driblar a burocracia.
            - Estive semana passada no IPHAN, levei fotos e mostrei até a parte que esta desmoronando para a superintendência ter conhecimento do caso. Lá, eu coloquei o seguinte: o município oferece o carro, nós buscamos a técnica e vamos com o corpo técnico até São Miguel, pois queremos que tomem uma atitude. Assim, eles não poderão falar que não tem dinheiro pra diária – explica a assessora.
         Mesmo não existindo uma norma técnica de como tirar figueiras das ruínas, a assessora enfatiza que lá nas missões isso é de praxe para o pessoal do IPHAN.
         - Creio que até fevereiro as coisas devem andar - conclui a assessora.
         Segundo a Superintendente substituta do IPHAN Ana Beltrami, o projeto de valorização e conservação do Forte Dom Pedro II é de total relevância e este assunto consta como prioridade entre as ações do Plano de Caçapava do Sul.
         - Sua limpeza, por ser um serviço que demanda mão de obra especializada, está sendo providenciada junto à equipe de manutenção e conservação das Ruínas de São Miguel das Missões e deverá ser realizada ainda no início deste ano - promete a Superintendente.
         Ana Beltrami confirma ainda que a Prefeitura já contatou o Iphan sobre este assunto e que ambos estão providenciando os trâmites administrativos para iniciar os serviços, além de estarem trabalhando em parceria na implementação do Plano de Ação do município.

Desciclando a Notícia
 "Ou a limpeza do Forte sai, ou o Forte cai"

* Editor de É Manchete
Matéria publicada no Jornal Gazeta de Caçapava edição de 21 de Janeiro de 2011.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Cascata do Salso: interditada ou abandonada?

A Cascata do Salso é mais um retrato da falta de atenção ao patrimônio turístico de Caçapava. A visitação está proibida. O local está interditado à espera de uma obra que, de acordo com a Secretaria de Turismo, está em andamento. Mas a única certeza que se tem ao chegar lá é que o lugar está abandonado.
A Cascata do Salso é um dos cartões postais de Caçapava do Sul - RS

*Por Eduardo Schneider

         Um dos pontos turísticos mais prestigiados pela comunidade. Um local que encanta por sua bela queda d'água e exuberante paisagem natural. Uma área que já serviu de camping e laser para diversas famílias e que durante algum tempo, foi até como fonte de geração de energia elétrica. A Cascata do Salso, localizada a aproximadamente 8 Km do centro da cidade, hoje, já não é mesma.
         Sua queda d’água superior a 20 metros de altura em meio aos montes cobertos pela mata continuam a encantar. Porém o abandono do poder público torna o local inadequado para banhos e atividades de lazer, devido a ausência de fiscalização.
          A área atualmente encontra-se interditada pela Secretaria Municipal de Turismo Indústria e Comércio (Semtic). Em meio ao abandono, a casa que serviu de abrigo para o guarda e o prédio que serviu para a usina hidrelétrica vão se deteriorando. 
Mas esta realidade pode mudar em breve.
         Segundo Ibiritê Carvalho Beck, secretário de Turismo, a Cascata do Salso não pertencia ao município e há alguns foi adquirida pela prefeitura, que pretende revitalizar o local.
         - Existe um projeto orçado em R$300 mil para a construção de um balneário em parceria com a empresa Dagoberto Barcelos (DB) que também terá o compromisso de construir uma mini-hidrelétrica para fornecimento de energia para as indústrias de calcário. A DB, terá ainda, a missão de manter o ponto turístico limpo e adequado para visitações - disse o secretário.
         Conforme ele, este projeto foi elaborado e finalizado pela Dra. Claudia Uessler, coordenadora do centro municipal de cultura e responsável pela elaboração dos projetos do executivo, e encaminhado a Brasília, resta agora, aguardar a aprovação e a liberação da verba.
         Questionado sobre o início da obra, o Sr. Ibiritê Beck diz que não há data prevista:
         - Mas a expectativa é boa devido ao fato de termos, a partir de agora, prefeito, governador e presidente do mesmo partido - concluiu.

Estrada esburacada e sinalização precária

         O acesso a Cascata encontra-se em estado regular. Os primeiros cinco quilômetros do trajeto, até o cemitério da estrada da Aviação, estão em boas condições. É no trecho final, nos últimos três quilômetros, que as condições da estrada pioram, devido aos buracos. O deslocamento até a Cascata de carro não é recomendável.
         A sinalização também não é das melhores. Há somente duas placas, e ainda com erro de português: projeto com "G", que ficou "progeto". Elas advertem a proibição de visitações. Uma fica na estrada de acesso a Cascata e a outra já dentro da área interditada, fixada num prédio abandonado que antigamente servia de moradia para os vigilântes do ponto turístico.

Sinalização precária e acesso proibido
         A atual sinalização, ao contrário da estrada, não é das melhores. Nas proximidades da Cascata só existem duas placas. Uma indica o acesso para a área de camping Caça e Pesca, e a outra, aponta a direção do ponto turístico advertindo a proibição de visitações.
         Já, na área interditada, outra placa encontra-se instalada em um prédio abandonado. Com os mesmos dizeres da placa da estrada “Atenção, proibido visita a cascata, área de risco, progeto em andamento, SEMTIC” percebe-se um grave erro de português na palavra “progeto” em andamento, como pode-se observar na foto. 

Vídeo Vilmar Hampel
No vídeo você  confere as  belas imagens  da queda d´água com mais de 20 metros de altura


* Editor de É Manchete 
Matéria publicada na edição de 07 de Janeiro de 2011 do Jornal Gazeta de Caçapava 

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Seis décadas da Televisão no Brasil

ESPECIAL É MANCHETE Nem parece, mas a Televisão no Brasil está completando seis décadas. Foi a partir de 1950 que um dos principais veículos de comunicação começou a se difundir por toda a América Latina com a TV Tupi de Assis Chateaubriand.

Nesses primórdios, fazer televisão era um verdadeiro desafio. Jornalistas e Radialistas tinham que se adaptar, “ser de tudo um pouco” para que a transmissão de áudio e imagem chegasse com o máximo de qualidade nos poucos lares que possuíam aparelhos televisores.

De lá para cá, muita coisa mudou. As primeiras transmissões via satélite em 1965 e as imagens em preto e branco sofreram diversas alterações para melhor ao longo do tempo. As imagens passaram a ter cores, desde a transmissão ao vivo da Festa da Uva em Caxias do Sul-RS pela então TV Difusora (atual Band-RS), no dia 31 de Março de 1972.




O formato de sinal analógico daquela época ainda é usado, mas aos poucos, o sinal digital de alta definição vai se consolidando em todo o território nacional com a ampliação deste sistema pelas principais emissoras do país e claro, com o “sinal verde” do ministério das comunicações que promete a baixa de preços de equipamentos necessários como aparelhos de LCD, Plasma e conversores.

“Marcas do que se foi, sonhos que vamos ter”

Muitas emissoras, muitas gerações e muitas mudanças socioeconômicas aconteceram desde a década de 50 até os dias atuais. Globo, SBT, Band, Record, RedeTV!, CNT, Gazeta e TV Cultura são as principais emissoras da TV aberta na atualidade, mas muitas outras deixaram saudades.

“Está no ar, a TV no Brasil”, esta frase dita Sônia Maria Dorce, então com 5 anos de idade e caracterizada de indiazinha foi a primeira imagem que apareceu nos lares brasileiros pela TV Tupi inaugurada em 18 de Setembro de 1950, ou seja, a exatos 60 anos. A emissora marcou época com programas como “Repórter Esso”, “Discoteca do Chacrinha” e também com suas primeiras telenovelas. Em 1980, pouco antes de completar 30 anos, o indiozinho deixou de ir ao ar com a cassação da concessão devido à crise financeira.

A TV Excelsior, criada em 1960, revolucionou a televisão no país baseando-se no formato network norte-americano, com ligação via-satélite. Sabe aquele costumeiro top de 5 segundos, oferecimento e chamadas de programas ao longo do dia que vemos em todas as emissoras? Quem iniciou tudo isso foi a Excelsior que devido a uma crise financeira, chegou ao fim em 1970.

Em 1983, surge no Brasil uma das suas maiores emissoras de TV, a Rede Manchete. Com parte das concessões da Tupi e da Excelsior, a emissora de Adolpho Bloch herdou o nome da revista e ganhou um investimento inicial de US$50 milhões em equipamentos, além de um prédio projetado pelo arquiteto Oscar Niemayer.

As principais marcas da emissora foram às superproduções em telenovelas e um jornalismo requintado e completo. “Mandacaru”, “Dona Beija”, “Xica da Silva” e “Pantanal” foram sucessos absolutos, esta última citada, levou a Manchete a liderança na audiência em 1990, fato jamais igualado por outra emissora, aquém da Globo.

A Manchete lançou vários talentos na televisão como Xuxa e Angélica, além de diversos atores e jornalistas. A sua programação infanto-juvenil conquistou este público com o lançamento de animes japoneses como “Os Cavaleiros do Zodíaco” e “Jaspion”.

Somado a tudo isso, o “M” da Manchete ficava gravado nas retinas dos telespectadores que ficavam vidrados nos efeitos especiais das vinhetas da emissora. Infelizmente, a TV “100% Qualidade” deixou de ir ao ar em 1999 com o mesmo motivo das anteriores, uma dívida gigantesca e a falência decretada.

Extintas emissoras seguem vivas no youtube

Em É Manchete você poderá ver algumas postagens de vídeos raríssimos, alguns, inclusive, remasterizados de várias emissoras. São fãs que através do site “YouTube” não deixam a história televisiva do Brasil, cair no esquecimento.







Vinhetas da Manchete remasterizadas por fãs e postadas no youtube

Vídeo Exclusivo da Manchete que transmitiu a vitória que valeu o título inédito para o "Guga" em Roland Garros no ano de 1997


Vinheta da TV Tupi feita por fã no youtube

O futuro já começou

Em 2010, os recursos tecnológicos são muito maiores do que aqueles de 4 ou 5 décadas atrás. A TV engatinha no sistema de alta definição e os telespectadores esperam ansiosos um dos principais recursos deste novo sinal que é a interatividade, que poderá acontecer através do manuseio de um simples controle remoto ou até por celulares, mp15, etc.

Será preciso mais investimentos financeiros e uma “releitura” deste novo paradigma que surge na TV no século XXI que é o milagre da comunicação instantânea e sem limites como a internet. Um novo passo está sendo dado no país, a TV cada vez mais, é assistida e “exigida” por todos os tipos de público. Esperamos que todo este processo ocorra bem, de maneira produtiva e qualitativa, cujo todos possamos seguir aprendendo, se informando e se divertindo, assistindo televisão. 

  • Gostou desta matéria? Quer saber mais? Então acesse a reportagem escrita por Arthur Vieira sobre os 60 anos da Televisão clicando aqui.



Por Eduardo Schneider
schneider@farrapo.com.br
 

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