domingo, 2 de agosto de 2015

Afinal de contas: Quem quer manter a ordem? Quem quer criar desordem?

Nos últimos dias o assunto dos gaúchos tem sido um só: o parcelamento de salários ao funcionalismo público, anunciado pelo governo do Estado.

O corte parcial afeta milhões de pessoas, pois sem metade do dinheiro os servidores, bem provavelmente, não terão dinheiro para pagar várias contas.

Me pergunto, será que cortar o dinheiro de uma classe tão grande de trabalhadores é a melhor saída para sair da crise? Policiais, professores e demais funcionários de escola representam expressiva parcela da população do Rio Grande.

Porque o vencimento de trabalhadores com super salários nunca é afetado? Procuradoria Geral, Secretaria Estadual da Fazenda, Poder Judiciário e excesso de CCs formam um grupo oneroso ao Estado que cada vez mais se afunda em dívidas.

Afinal de contas, como diz a música do Titãs: "Quem quer manter a ordem? Quem quer criar desordem?" Governo e população, o que querem? O que fazer e como fazer? Parcelamento de salários é a melhor saída?

Novamente o lugar da sociedade, sem dúvidas, será nas ruas protestando, pois sem manifestação contrária, a conta vai continuar chegando para o povo pagar.

Por Eduardo Schneider

sábado, 23 de maio de 2015

Reinvenção do Jornalismo

John Cheever é um dos escritores que mais entenderam a vida da classe média americana. Seus contos são relatos precisos sobre o que significa ter muitas expectativas e somente algumas realizações. Se você gosta de TV, vale dizer que Cheever foi exaustivamente lido pela equipe que criou Mad Men, uma das séries mais aclamadas pela crítica nos últimos anos. Ele tinha uma enorme capacidade para captar pequenos movimentos de grande significado.
Cheever também é um dos escritores americanos que mais entenderam a mídia – até porque mídia é central para uma vida de classe média. Um dos meus contos favoritos dele se chama The Enormous Radio. Cheever descreve, de forma magnética, a vida de um homem e de uma mulher diante daquele aparelho de metal e madeira. É impressionante ler sobre o poder do rádio dentro de um apartamento americano nos anos 50. Aquele som cheio de ranhuras conectava a casa ao mundo.
Esse conto é uma excelente reflexão sobre a mídia porque mostra, de uma maneira simples e poderosa, o valor que os veículos tradicionais trouxeram para a nossa vida. Jornais, revistas, rádios e TVs nos informaram sobre os grandes assuntos que têm impactos gigantescos em nossas vidas. Eles nos aproximaram da realidade de pessoas que vivem tão perto de nós – apesar de serem tão diferentes. Eles foram as primeiras janelas para o mundo e concentraram atenção proporcional a essa relevância.
O mundo em telas
Com a passagem do tempo, a oferta de mídia aumentou e, ao mesmo tempo, se fragmentou. Há mais veículos de mídia e mais plataformas para consumir essa mídia. Porém, a informação não vem mais em um pacote fechado. Quando você comprava um jornal ou uma revista, a mesma empresa controlava a produção da notícia, a impressão e a distribuição. No caso de rádio e TV, elas controlavam a produção e a distribuição do conteúdo – você só precisava escolher o aparelho. Era um mundo de atenção concentrada, que produziu grandes empresas. Elas tinham oligopólios de atenção.
Hoje, as pessoas continuam procurando informação, mas muitas reportagens simplesmente chegam até elas por canais que não produzem conteúdo – mas que têm a atenção dos seus usuários. O Google, o Facebook, o Twitter, o YouTube não produzem conteúdo – são plataformas que servem para encontrar e distribuir conteúdo, e representam novos oligopólios de atenção.
Apesar de algumas pesquisas apresentarem dados desencontrados, já dá para dizer que boa parte das pessoas usa plataformas digitais, incluindo as redes sociais, como primeira fonte para encontrar conteúdo. O Facebook é o rádio de John Cheever. É o jornal lido exaustivamente no trem. É a TV na sala de uma família dos anos 50.
A atenção migrou das plataformas integradas de produção e distribuição para as plataformas de distribuição e interação. A gráfica e o caminhão, a antena e a mesa de centro agora são sociais – e estão ficando móveis. Nós, jornalistas, não temos mais o controle da atenção das pessoas.
Os dados mostram isso. Em boa parte do mundo, a circulação de jornais e revistas vem caindo drasticamente. No Brasil, os dados indicam estagnação, com tendência de queda. A TV ainda é poderosa, mas alguns dos seus principais programas já não têm os números gloriosos do passado. Faça um exercício e olhe ao seu redor. Quantas pessoas estão usando o WhatsApp, o Facebook ou publicando no Instagram ao seu redor? O tempo das pessoas não é infinito. Se elas estão fazendo algumas coisas, estão deixando de fazer outras. Os joguinhos de celular, hoje, competem com o radinho de pilha. O Twitter compete com os editoriais impressos em papel jornal.
Isso traz um grande impacto econômico. Veículos de comunicação sempre pagaram boa parte das suas contas com dinheiro de publicidade. As empresas precisavam falar com as pessoas. Então, fazia todo sentido gastar dinheiro com quem concentrava atenção. Quando a atenção se fragmentou e migrou para outros lugares, o dinheiro seguiu o movimento. Apesar de alguns números não serem públicos nem precisos, já é aceito que Google e Facebook concentram boa parte da verba publicitária do planeta.
E o resultado é esse que estamos vendo no Brasil nas últimas semanas.
As empresas de tecnologia contratam cada vez mais gente (inclusive jornalistas). As empresas de jornalismo demitem cada vez mais gente (e não apenas jornalistas). Em parte porque as novas fontes de receita não são suficientes para tapar o buraco na velha mídia.
Os paywalls, a cobrança por conteúdo implementada por vários jornais ao redor do mundo, ainda é um experimento. Não há dados muito precisos, mas estima-se que apenas 1% da audiência online de veículos de comunicação pague assinaturas digitais. Boa parte das pessoas nunca chega ao limite de artigos. É uma evidência de que o valor dos bons produtores de conteúdo não é tão percebido assim pelas pessoas, infelizmente. Não conseguimos fazer com que muitas pessoas cliquem em 10, 20 links nossos por mês e sintam vontade de pagar pelo que fazemos.
E aí fica a questão: o jornalismo vai sobreviver nesse cenário de queda? Essa é a questão número 1, hoje. Durante muito tempo, eu também me fazia essa pergunta, dessa forma. Ela parte da premissa de que o jornalismo precisa encontrar um novo modelo de negócios para continuar vivo e exercer sua função pública. É uma ideia que continua viva e válida. Mas eu acho que chegou a hora de a gente se fazer novas perguntas.
Aprendi com meus professores na faculdade que uma boa reportagem nasce de uma mudança de ângulo. Novos ângulos levam a novas perguntas. E novas perguntas nos fazem pensar em novas abordagens, que levam a novos textos, áudios e vídeos. Acho que esse é o nosso momento. Uma crise, como diz o economista Paul Romer, é uma oportunidade grande demais para desperdiçar.
Da abstração ao valor concreto
Eu acredito firmemente que o jornalismo é essencial para sociedades livres, democráticas e estáveis. Porém, a frase “o jornalismo é essencial para sociedades livres, democráticas e estáveis” é uma abstração. É um credo no qual botamos fé, mas que é difícil de mensurar, de mostrar e de defender.
Quando nós concentrávamos a atenção das pessoas, não precisávamos nos preocupar muito em ir da abstração à prática. A abstração, sempre é bom dizer, continua relevante porque ela fortalece o pensamento. Ninguém pode se abster de pensar. Porém, a abstração não basta por si mesma. É preciso trazer o pensamento para a mesa de jantar, para o banco do metrô, para a calçada.
Como a gente mede o impacto do jornalismo na promoção de sociedades livres? Como a gente mostra, na prática, que o jornalismo fortalece a democracia? Como a gente defende que o jornalismo torna a sociedade mais estável ao deixá-la mais bem informada sobre o que acontece? Nós passamos décadas sem ter de justificar o que fazemos.
Nesse caminho, também perdemos a noção sobre o valor do que fazemos. Se você não se preocupa com o valor que cria, você também não mede o valor do que está entregando. Como você pede o tempo e o dinheiro das pessoas se não consegue justificar quanto vale aquilo que você faz?
Hoje, nós temos um desafio bem concreto. Como a gente transforma o jornalismo num item de primeira necessidade? Como a gente convence pessoas, organizações e empresas a dar seu tempo e seu dinheiro para quem se dedica a produzir jornalismo profissionalmente?
O jornalismo não concorre apenas dentro do seu próprio mundo. O jornalismo concorre com o tempo e com o dinheiro que as pessoas dedicam a tudo o que é importante para elas. Nós precisamos ter uma proposta de valor mais clara em vez de ficar lamentando que as pessoas não nos dão valor. Nós precisamos entrar na lista das coisas mais importantes da vida das pessoas.
Caso contrário, vamos cair no paradoxo da Kodak – a morte dos vencedores. A Kodak foi uma das líderes do mercado de filme fotográfico, enquanto esse mercado existiu. Ao atrelar seu futuro a um único jeito de ver a fotografia, com o processo máquina/filme/revelação, a Kodak afundou junto com ele.
A mesma coisa pode acontecer com os veículos de comunicação. As pessoas não vão se adaptar à forma como nós vemos o mundo, muito menos com a forma como nos preparamos para estar no mercado. Nós precisamos pensar em novas formas de concretizar o valor do jornalismo.
E esse valor não está atrelado a papel, tela, ondas de rádio. Ele está na disposição das pessoas em usá-lo, recomendá-lo, pagar por ele, compartilhar com os amigos. Ou seja: ao lado da questão meramente tecnológica, há uma questão de utilidade e valor intrínseco. Em vez de pensar no que o mundo pode fazer pelo jornalismo, precisamos pensar, de uma forma absolutamente concreta, no que o jornalismo pode fazer pelo mundo.
A volta ao passado
O jornalismo tem um grande passado pela frente – e isso não é necessariamente ruim. Costumo usar essa frase para instituições que não conseguem se reinventar e só olham para trás, como se a tradição fosse o bastante para construir o futuro. Mas, no caso do jornalismo, isso não é negativo. De fato, o jornalismo do século 21 pode aprender muito com o jornalismo do século 19.
Alguns dos primeiros jornais nasceram de necessidades muito claras. As ideias não circulavam. Elas ficavam presas em alguns círculos privilegiados e davam muito poder para quem as detinha. Queria saber o preço do café nos Estados Unidos? Que pena, só algumas pessoas sabiam e podiam lucrar com isso. Quem era o político mais forte no Senado? Infelizmente, vai ficar para a próxima. Quais são os escritores com as ideias mais interessantes? Desculpa, mas isso não é para você. Vai ficar aqui, no nosso salão de chá.
O jornalismo foi uma força poderosa. Ele quebrou o monopólio que governos e corporações detinham sobre uma série de informações que, hoje, circulam com abundância. E ele foi além. O jornalismo também deu voz a quem tinha o que dizer, mas não tinha como chegar a esses grupos poderosos. O comerciante injustiçado por uma lei bizarra, o operário detonado por uma jornada de trabalho exaustiva, o intelectual incomodado por um ditador de plantão. Todos eles puderam usar o jornalismo como uma nova possibilidade de serem ouvidos.
O jornalismo criou comunidades e as defendeu. No começo do século 20, o segundo maior jornal de São Paulo era o Fanfulla, da comunidade italiana. Era um veículo tão poderoso que ajudou até a mediar a primeira grande greve do Brasil, em 1917. Já que muitos dos operários eram italianos, então nada melhor do que colocar o jornal deles (e feito para eles) como mediador de conflitos. O jornalismo organizava várias vozes, as articulava e as representava.
O desenvolvimento do jornalismo ao longo do século 20 foi um desdobramento dessas necessidades e dessa presença. Nosso papel era revelar tudo que pudesse ser revelado para que as pessoas pudessem pegar essa informação e fazer com ela o que quisessem. E, no meio do caminho, criar identidade, afinidade e senso de comunidade.
Essa missão original foi se perdendo ao longo do século 20 na medida em que a atenção foi ficando cada vez mais concentrada e as empresas jornalísticas se tornaram cada vez maiores. A concentração de audiência foi boa para o modelo de negócios baseado em muita publicidade, mas afastou os veículos das reais necessidades das pessoas. Nós resumimos nossa relação com as pessoas a um “gosta ou não gosta?” – e a algumas regras sobre quando ignorar o que elas gostam ou não gostam.
Em vez de pensar sobre o que as pessoas poderiam descobrir e como elas poderiam fazer isso, em vez de entender a melhor forma de conversar com as pessoas sobre assuntos relevantes, nós nos conformamos com a mera identificação de gostos.
E, claro, com um discurso abstrato sobre imparcialidade, verdade, que muitas vezes é outra conversa muito difícil de ser sustentada na prática. Nós paramos de surpreender as pessoas. Na indústria da mídia, em vez de oferecer computadores, continuamos entregando máquinas de escrever.
E, verdade seja dita, era muito difícil resistir a essa tentação. Peter Thiel, fundador do sistema de pagamentos PayPal e obcecado com inovação, costuma dizer que monopólios e oligopólios não precisam se preocupar muito com modelos de negócio ou em entender as pessoas. Monopólios e oligopólios são excelentes modelos de negócio por si – até a chegada de uma onda que os quebra.
O jornalismo não precisa ser populista e fazer apenas o que as pessoas querem. Mas o jornalismo precisa entender como falar sobre coisas que as pessoas precisam, de uma forma que as pessoas desejem.
Nós vamos continuar precisando de pesquisas de opinião, mas também vamos precisar cada vez mais de antropólogos que nos digam como as pessoas consomem e usam informação. Vamos precisar de programadores e designers que nos ajudem a pensar nas melhores formas de entregar informações relevantes. Vamos precisar de pessoas, de profissões e formações ainda indefinidas, que nos ajudem a pensar em como aumentar drasticamente o impacto daquilo que produzimos.
É um desafio muito maior do que decidir se vamos ou não colocar paywalls ou cobrar por acesso a vídeos digitais. É como transformar “defesa da democracia” em algo concreto. Isso é grande.
A empresa jornalística
Maria Popova faz o site de uma pessoa só – e vive bem com ele. O site dela, o Brain Pickings, cobre literatura e arte. O volume de visitas não é gigantesco, mas é bom o suficiente para manter uma comunidade fiel e ser notado pelas empresas de comércio eletrônico. Algumas delas perceberam que as pessoas que vinham do site de Popova fatalmente compravam os livros indicados. Era uma taxa de conversão absurda, muito maior e melhor do que qualquer anúncio.
Até então, Popova sempre vivera das doações e assinaturas que as pessoas faziam no seu blog. Ela foi uma das primeiras pessoas a conseguir se manter apenas com o dinheiro que pedia à sua audiência.
Até que uma das empresas de comércio eletrônico quis colocar banners no site dela. Popova demorou uns dias, mas recusou o dinheiro. Publicidade vem e publicidade vai, ela disse, mas meus leitores vão ficar sempre comigo e eles podem não gostar dos anúncios.
Foi um choque. Uma empresa tradicional de jornalismo não pensaria duas vezes em aceitar o que Maria negou – inclusive as empresas digitais. Banners estão na ampla maioria dos sites jornalísticos do mundo.
Alguns dias depois, a empresa voltou à Popova. Dessa vez, sem banners. O acordo era simples. Ela poderia escrever o que quisesse, sobre quem quisesse. Mas, sempre que colocasse link de um livro e enviasse alguém para essa companhia de comércio eletrônico, ela receberia uma comissão generosa pelas vendas. Ela escreveria o que quisesse, sobre o que quisesse. Mas, como as métricas de Popova eram claras e funcionais, conseguiu um belo acordo.
O Brain Pickings continua no ar até hoje. Eu sou um leitor fiel do blog, dou minha contribuição mensal a ela e não me sinto nem um pouco incomodado com os links identificados, que permitem que eu compre algo e repasse parte para ela. Pelo contrário: fico feliz de financiar alguém que encontrou um modelo baseado num relacionamento claro e honesto com uma comunidade de pessoas.
Hoje, um dos maiores desafios é definir o tipo de empresa que produz jornalismo. O Brain Pickings é um exemplo, e seu caso não pode ser generalizado. Mas ele mostra que, sim, existem outras formas de manter um bom veículo além do jeito consagrado que conhecemos e hoje naufraga.
Para o bem e para o mal, as estruturas jornalísticas geradas ao longo do século 20 são grandes e caras. Elas são o resultado de um modelo de fazer e de manter empresas produtoras de conteúdo que foi depurado por décadas antes da revolução digital. E cujo modelo não serve mais.
Segundo a Harvard Business Review, a redação do The New York Times, com mais de mil jornalistas, responde por apenas 15% do custo da empresa, praticamente a mesma porcentagem consumida pelo departamento comercial. O resto está espalhado nos custos da operação – gráfica, distribuição, administrativo. Esse custo todo, que é indireto em relação à produção do jornalismo, é muito alto, mas se justificava.
Afinal, essa estrutura era pensada num cenário em que 75% das receitas vinham da publicidade. Você tinha uma estrutura de despesas ajustada ao tipo de receitas com que contava. Porém, essa conta não fecha mais – e talvez nunca mais volte a fechar. Os veículos de comunicação não conseguem mais viver de distribuir publicidade – em qualquer formato.
Marcus Brauchli, ex-editor executivo do Washington Post e atualmente diretor da North Base Media, uma companhia que investe em novas empresas de mídia, costuma dizer que a era das grandes empresas e das marcas jornalísticas acabou. Ele não está sozinho nessa. Brauchli vocaliza uma tendência.
Para muita gente, muitas empresas pequenas e médias vão ocupar os espaços deixados pelo fim de grandes empresas. Mais enxutas, focadas em necessidades e públicos mais específicos, essas novas companhias podem ser mais sustentáveis ao longo do tempo porque vão ter contas muito menores para pagar.
É como se o jornalismo tivesse nascido como uma profissão de pequenos artesãos, se transformado numa gigantesca fábrica de porcelana industrial e, agora, estivesse se transformando num ofício organizado em empresas de pequeno e médio porte, altamente especializadas.
Algumas dessas empresas estão pensando em formas novas de fazer e distribuir conteúdo. Há sites que se mantém com doações de leitores e pequenas assinaturas. Há outros que estão vivos com dinheiro de fundações, como a ProPublica, nos Estados Unidos. Nenhuma delas é ou sonha ser um conglomerado.
Claro que isso deixa muitas questões em aberto. Uma delas, bem concreta: quem paga os custos judiciais de uma empresa jornalística média que fez uma investigação rigorosa e descobriu os problemas de uma corporação ou de um indivíduo poderoso?
Outra questão é pensar no peso das instituições. O tamanho das empresas jornalísticas lhes deu força para se contrapor a governos e empresas ao longo dos anos. Como isso acontecerá num cenário de pequenas e médias empresas, com menos fôlego para continuar “publicando aquilo que alguém não quer ver publicado”? Essa rede será suficiente para impor medo a um prefeito corrupto ou a uma corporação que devasta?
Tem mais. O tamanho colocou as empresas numa posição de escrutínio público e de responsabilidade. Por mais críticas que a gente tenha aos veículos tradicionais, eles não podem flertar com o delírio. O custo do descrédito é grande demais.
Num cenário extremamente fragmentado, o preço para espalhar boatos e imprecisões é relativamente mais baixo. Eu fico surpreso quando alguns amigos, inteligentes, críticos, compartilham textos e vídeos de fontes duvidosas. Nas eleições, amigos queridos compartilharam coisas absurdas por WhatsApp.
Fomos bem rápido de um cenário altamente concentrado para um mundo altamente fragmentado. E aí a gente acaba colocando no mesmo balde veículos e pessoas bastante diferentes. Ainda não conseguimos criar os canais de confiança necessários. Estamos na era do “vi na internet”, e isso basta, como se a internet fosse uma instituição de produção jornalística. Não é.
O Facebook, que se confunde com a internet para muita gente, é um filtro social, e não um filtro de confiança. Porém, muita gente toma filtro social como filtro de confiança. É uma tecnologia poderosa e admirável de distribuição, mas ele não está no negócio da verificação de informação. É um problema que ainda não resolvemos.
O mundo novo do jornalismo provavelmente vai ter menos poder concentrado nos veículos, e talvez mais concentrado nas plataformas de distribuição. Talvez muitos desses veículos médios e pequenos tenham de se unir, em algumas situações específicas, para fazer acordos com Google e Facebook. Talvez eles ainda possam se unir para fazer coberturas específicas e caras, como recentemente alguns jornais brasileiros fizeram para reportar problemas em universidades públicas. Muitos, especialmente em áreas sensíveis, vão precisar unir forças para pagar advogados e se defender de processos.
Vivemos uma era de relação e interdependência. As iniciativas jornalísticas não funcionam mais como silos corporativos, mas como um sistema integrado de empresas atuando, produzindo e colaborando pontualmente – e não porque são hippies, mas porque o modelo de negócios requer essa colaboração. Nenhum editor mais pode ser uma ilha.
A gente caminha para um mundo de empresas menores, mais focadas e mais leves, talvez com algumas grandes empresas em alguns setores específicos, especialmente, creio eu, na área de vídeo. Essa transição pode garantir mais empregos, aumentar diversidade, mas pode ter custos que não somos capazes de predizer hoje. Essa análise vai requerer pesquisa e reflexão. O século 19 nos inspira, mas ele não pode ser transposto ao século 21 ingenuamente.
O conteúdo é só o começo
Nesse cenário de mudança e transição, ainda há uma nebulosa que brilha diante de nós e que não nos permite ver com clareza o que está ali na frente. Cada vez fica mais claro que jornalistas, além de escrever, filmar ou narrar, vão ter de conversar com os leitores.
Esse papo começa na área de comentários, mas pode continuar num evento pago em que as pessoas vão para entender um problema muito complexo. Um grupo de jornalistas que cobre o Poder Legislativo, por exemplo, poderia explicar a lei da terceirização em uma série de artigos, continuar com a conversa nos comentários e nas redes sociais e, durante um ou dois dias, participar de um evento pago para aprofundar o debate.
O tempo não será mais apenas dedicado a produzir uma série de reportagens, muitas delas sem muito valor percebido. O tempo de trabalho também será dedicado a criar relações – e os profissionais também serão remunerados por isso.
Não é algo novo no planeta. Bandas e escritores já sabem que o disco ou o livro são apenas o começo de uma série de relações econômicas que estabelecem com o mercado. Mas, acima de tudo, eles sabem que precisam fazer sentido e entregar valor.
Ninguém paga ingresso para ver um show porque quer incentivar a música em geral, mas porque gosta daquela banda em particular. Jornalismo não é música, mas podemos aprender uma ou duas coisas com profissionais que passaram por essa avalanche de mudanças antes de nós.
A The Economist sabe que há uma escassez de informação para uma elite global. Além da revista, ela tem um núcleo de inteligência e consultoria que abastece as pessoas mais ricas e poderosas do mundo com análises que fazem diferença nas carreiras e nos negócios delas. O conteúdo é um serviço independente, que fortalece os serviços de outras áreas da empresa.
Em alguns casos, o trabalho jornalístico pode ser mantido por fundações que veem impacto público no que o jornalismo faz. Elas não financiam o conteúdo, mas o que esse conteúdo é capaz de fazer: abrir uma investigação sobre corrupção, mobilizar as pessoas para uma causa, impulsionar a criação de uma lei.
O Marshall Project, que cobre Justiça nos Estados Unidos, e a ProPublica, referência em jornalismo investigativo, são dois exemplos internacionais desse modelo. Eles se preocupam em produzir reportagens de impacto, que depois são distribuídas por vários canais, incluindo os veículos tradicionais. São novas alianças e novas formas de entender a produção jornalística.
Nesse cenário, fundações financiam impacto e jornais são instituições que ampliam esse impacto. O New York Times não precisa pagar a investigação toda porque ela já foi feita e paga por um grupo especializado e respeitado. Esse é um modelo bem interessante, nesse momento de transição, porque cria alianças, testa modelos e constrói valor. Não à toa, a Knight Foundation, nos Estados Unidos, é uma das organizações que mais vem colocando dinheiro nessas novas iniciativas.
Outra forma de gerar valor é lançar mão desse ambiente de abundância de informação.
Na era dos boatos, o jornalismo prova que, sim, ainda é necessário e continuará sendo necessário separar boato de fato. O bom senso continua sendo escasso – e isso tem valor.
O jornalismo bem feito pode suprir essa mercadoria raríssima no mercado de informação. Ele pode fazer a diferença entre disseminar loucura em um mundo atolado por informação desencontrada ou entregar esclarecimento por meio de uma história bem contada, que se desdobra numa série de impactos reais positivos em nossas vidas. É mais fácil pedir dinheiro ou apoio quando você prova o impacto concreto daquilo que você faz.
Há diversas outras formas de enxergar o conteúdo como o começo de uma rede de valor. Há quem diga que são 76, exatamente, como David Plotz, ex-editor da revista digital Slate.
De qualquer forma, essas formas de financiamento que veem o conteúdo como o começo de uma entrega maior, e não como o fim de uma relação com as pessoas, continuam crescendo. Uma delas pode estar exatamente… na relação com as empresas de tecnologia.
Se o conteúdo jornalístico cria valor para os usuários do Facebook, como o Facebook pode manter a criação desse valor dividindo receitas com quem produz conteúdo confiável e de qualidade?
Não é simplesmente bater na porta do Facebook e pedir parte da receita publicitária usando argumentos que já foram rebatidos. Quando os veículos batem lá, ou no Google, pedindo receita pelo conteúdo que circula nessas plataformas, as empresas de tecnologia devolvem dizendo que elas criam audiência – e valor – para esse conteúdo. Sem audiência, o conteúdo não tem valor. Enfim: essa porta está cerrada, esse jogo está perdido.
Por isso, é preciso colocar a questão em outros termos.
É preciso mostrar para o Facebook, com evidências, que seu negócio também correrá riscos, a médio e longo prazo, caso se transforme apenas numa plataforma de boatos, conspirações e gatinhos fofos.
Até porque, com o tempo, vai ser cada vez mais difícil para o Facebook sustentar a versão de que é apenas uma plataforma que não tem nenhuma responsabilidade sobre o que é publicado lá.

Leia mais em Observatório da Imprensa.

Vacinação contra gripe é prorrogada

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe foi prorrogada até o dia cinco de junho.

A imunização terminaria nesta sexta-feira, mas o Ministério da Saúde anunciou que quer alcançar a
meta de, pelo menos, 80% do público prioritário – formado por crianças entre seis meses e cinco anos de idade, gestantes, mulheres que deram à luz em até 45 dias, idosos, trabalhadores da saúde, portadores de doenças crônicas e a população do sistema prisional.

Até hoje, mais de 23 milhões de pessoas já haviam sido vacinadas em todo o país - o que representa pouco mais de 46% do público-alvo.

Nos nove estados da Amazônia Legal foram aplicadas dois milhões e 377 mil doses da vacina – o que abrange 44,17% do público prioritário.

O Acre teve o menor índice de adesão da Amazônia, com 28,14% do público-alvo, seguido por Roraima, com 33,11%, e Mato Grosso, com 34,38%.

Por outro lado, o Amapá está na quarta colocação dentre os estados brasileiros que mais imunizaram, com 61,64% de adesão.

A vacina disponibilizada protege contra três subtipos do vírus da gripe. Após a vacinação, o organismo leva de duas a três semanas para criar os anticorpos de defesa. 

O período de maior circulação do vírus vai do final de maio até agosto. Para receber a dose é importante levar ao posto de saúde o cartão de vacinação e o documento de identificação.
Por Agência Brasil

Um gole de cerveja e outro de história



Com o processo avançado de produção, se torna ainda mais comum nos dias atuais consumir alimentos e bebidas industrializados. A facilidade e o preço baixo compensam, mas muitas vezes o gosto, em especial das cervejas, não fica tão bom assim. Surge então o produto artesanal como outra opção.

Pensando nisso, o corretor de seguros e empresário caçapavano, Cassius Poglia, que sempre se interessou por culinária, decidiu criar uma nova receita, mas de cerveja.

“Sempre gostei de cozinhar, receber amigos em casa e oferecer a eles a minha comida. Cerveja também é um processo de cozinha então em certo dia arrisquei e ofereci a minha bebida. Era um hobbie que virou negócio após produzir minha primeira cerveja em fevereiro de 2012”, conta.
A forma artesanal foi o foco do empresário. Para isso, junto com Ignácio Lemos, criou um nome feminino, com sonoridade marcante e que enfatizou a maneira como era produzida: Artesana.
Os primeiros rótulos surgiram em 2012. Das panelas de 25 litros a produção aumentou com novos equipamentos adquiridos com o sócio Augusto Rodrigues “Guto” (in memoriam).
“Ele provou e se encantou. A partir de então, virou um entusiasta. Começamos produzindo 500 litros por mês e hoje a produção chega a aproximadamente 5 mil litros mensais.  Pessoas vem de cidades próximas e da região metropolitana para comprar. Imagino que nos próximos três anos a produção alcance em torno de 40 mil litros por mês”, diz.
Atualmente a cervejaria ocupa um prédio na rua Félix da Cunha, próximo a Corsan, onde há cerca de 60 anos morou a família do empresário. O sócio atual é Maurício Teixeira e o cervejeiro é Marcelo Teixeira.

O cuidado na produção
            Segundo Cassius Poglia, a produção é um processo cheio de detalhes.
“Tu pode errar a qualquer momento. Demora oito horas, a parte de cozinha. Depois sete dias para fermentação e mais 15 dias de maturação, totalizando entre 23 e 30 dias em média, para a cerveja ficar pronta”, explica.
            Ele, que também possui formação de Bier Sommelier, para entender melhor o processo, os estilos e a harmonização da cerveja, diz sobre o que prioriza para que nada dê errado e o produto fique cada vez melhor.
“O mais importante é a sanitização, a limpeza da linha de produção porque se não tiver tudo limpo, a receita certamente irá fora. Agora se tu tiveres todo o sistema limpo, além de evitar contaminação saudável ou não, em se tratando de leveduras, as pessoas vão tomar e vão gostar”, fala.

Personalização ainda mais caseira
Além da meta de fazer diferente e oferecer um produto de qualidade, outra ideia que Cassius pôs em prática nos últimos dias foi personalizar o rótulo da cerveja. O objetivo é homenagear personalidades caçapavanas.
“Essa ideia surgiu das pessoas olharem para o rótulo antigo e perguntarem quem é este senhor? Então decidi homenagear primeiramente o meu avô, Atílio Poglia, que foi um personagem marcante da história de Caçapava. Era comerciante e conhecido principalmente pelo pessoal do interior. Vendia desde arroz a violão, fogão, pólvora, revólver, entre outros inúmeros produtos na loja onde hoje está localizada a Stela Calçados, na rua 15 de Novembro. Os políticos da época sabiam disso, por isso muitos deles saíam pelo interior com meu vô para fazer campanha. Sempre foi uma pessoa alegre e fazia piada com todo mundo, além é claro, de gostar de cerveja”, conta.
Após o seu Atílio, outras pessoas devem ser homenageadas pela Artesana, entre elas, Luizinho do café, professor Carlinhos Almeida e Augusto Rodrigues “Guto”. O empresário ressalta também que está totalmente aberto a sugestões, desde que sejam de pessoas conhecidas na história recente do município.

Onde você acha
A cervejaria produz 10 estilos, entre eles: Blonde Ale, Pale Ale e Weiss. A Artesana pode ser adquirida em garrafas de 500 ml ou no barril na própria cervejaria, Restaurante Urbanus, Bocage, Hamburgueria, Diello, Restaurante Bela Mina (Minas do Camaquã) e Mercado da Tia Lu (Minas do Camaquã). O valor é R$ 9.
Segue duas maneiras que destacam o modo artesanal: o processo e a quantidade limitada, e a qualidade da matéria prima, ou seja, uma cerveja feita 100% de malte.
Por Eduardo Schneider
 
                                                                                                       



quarta-feira, 13 de março de 2013

Papa Francisco I - O primeiro Sumo Pontífice sul-americano

Por Arthur Vieira - Especial para o É Manchete

Esta foi a terceira mais rápida eleição de um papa. Foram apenas 2 dias de conclave para que o novo chefe da Igreja Católica Apostólica Romana fosse escolhido e uma surpresa: um argentino.

Jorge Mário Bergoglio tem 76 anos e tem a fama de ser um homem simples e desprovido do desejo de desfrutar das vantagens que tem. Anda de Metrô e faz suas próprias refeições. Além disso, tem uma característica da qual a Igreja estava orfã desde a morte de João Paulo II: o carisma, algo que o papa emérito Bento XVI nunca teve no comando da instituição.

No conclave de 2005, quando o alemão Joseph Ratzinger venceu, o cardeal argentino alcançou a segunda colocação. Entretanto, ele não estava entre os favoritos nas inúmeras listas criadas nas últimas semanas. Apareciam como prováveis ganhadores nomes com os dos cardeais Dom Odilo (arcebispo de S. Paulo) e Luis Antonio Tagle (Filipino) (veja a lista aqui: http://revistaepoca.globo.com/Mundo/noticia/2013/03/os-favoritos-se-tornar-papa.html). Desta vez, foi sua vez.

Alimentando ainda mais a esperança de um povo que deseja uma Igreja fortalecida, Jorge adotou o nome de Francisco, possivelmente uma homenagem a São Francisco, que tinha muito carinho e atenção pelos pobres e, assim como o cardeal argentino, não se importava com a força do dinheiro. Contando ainda a seu favor, existe o fato de que apesar dele ter uma idade avançada, parece estar bem mais saudável que seu antecessor à época de sua eleição em 2005.


OPINIÃO
Francisco I encontra uma Igreja enfraquecida e com uma linguagem incompatível com a realidade do mundo. Como mesmo disse D. Odilo em uma entrevista, o problema nem sempre é o conteúdo, mas como ele é passado aos fiéis. Muitos sentem-se atraídos pela facilidade de entendimento das novas denominações e deixam o elitismo das mensagens católicas. Ele precisará de muita saúde e fé. Que Deus o ajude.

domingo, 29 de abril de 2012

Moradores do interior de Caçapava do Sul relatam possível queda de meteorito

Moradores da localidade do interior de Caçapava do Sul-RS relataram que viram a possível queda de um meteorito nesta semana.
O fato teria ocorrido na segunda-feira, dia 23, por volta das 6h20min na Picada Grande, cerca de 16 quilômetros da cidade. O motorista de um ônibus escolar que estava transportando alunos viu a queda de uma bola de fogo que deixava uma espécie de rastro no céu. O objeto visto por ele atingiu uma árvore que ficou totalmente queimada. Alguns estudantes do ônibus alegaram que viram apenas a árvore pegando fogo.
Em entrevista ao repórter Eduardo Schneider do blog É Manchete e ao Prof. Elver Teixeira do Grupo de Pesquisas Ufológicas de Caçapava do Sul (GPUC) um dos estudantes, de 14 anos, afirmou que não é primeira vez que vê mais do que o sol, a lua e as estrelas no céu.
- Eu já tinha visto uma luz descendo no cerro. De noite é raro eu não enxergar. Ela é parece uma luz de lanterna, anda para os lados, sobe e desce – disse o estudante.
Durante a análise do Professor Elver na árvore atingida, a bússola que ele carregava registrou alteração. As buscas pelo meteorito no entorno da área não obtiveram êxito e o grupo seguirá investigando o caso.
Árvore atingida tem cerca de 5 metros de altura e ficou totalmente queimada
Professor Elver Teixeira investiga o caso

quinta-feira, 8 de março de 2012

Calorão afeta o corpo e a mente


*Por Eduardo Schneider
Sol escaldante, ar seco, roupa grudando no corpo, vento então? Algo raro. Estes são alguns dos exemplos que caracterizam o verão. Conhecida como a estação das férias, esta época é preferida por muitos jovens e adultos que gostam de se refrescar na piscina ou degustar um caprichado sorvete com os amigos. Mas existem também aqueles que contam os dias para que o calor excessivo termine o mais rápido possível.
Responsável pela mudança de comportamento e pelo aumento de problemas respiratórios, várias pessoas sentem-se desconfortáveis com as altas temperaturas.
Segundo o Dr. Marcos Reckziegel, a dica é tomar muita água, usar roupas leves, protetor solar, e comer muitas frutas e legumes para reposição dos sais minerais e vitaminas.
- O corpo humano tem mecanosmos reguladores de suas funções em variação de temperaturas, tanto que temos crianças brincando no Senegal assim como no Alasca. Entretanto quando há mudanças muito acentuadas, ou exposição a temperaturas extremas por longo tempo sem proteção, nosso corpo pode perder a capacidade reguladora e alterar suas funções, por isto devemos manter o corpo protegido dos excessos, bem hidratado e adequadamente alimentado - explicou Reckziegel.
O médico também afirmou que houve um aumento no número de consultas devido os dias quentes.
-  Este aumento se deve ao intenso desconforto sentido pelas pessoas já portadoras de problemas respiratórios como asmas, bronquites, enfisemas e outras insuficiências respiratórias. Também são responsáveis por este aumento, os surtos de gastroenterites com diarreias e vômitos , de origem viral ou bacteriana - disse Reckziegel.
Considerado mito por várias pessoas, a mudança do comportamento relacionada a temperaturas extremas é considerada verídica pela ciência. Para a Psicóloga Débora Freitas, a solução é  procurar se adaptar evitando queixas e reclamações.
- Assim como no inverno, onde as baixas temperaturas podem levar até a casos de depressão sazonal, no verão, as altas temperaturas podem levar ao mau humor e irritabilidade, sonolência, ansiedade, especialmente causados pelo desconforto físico.
É preciso se adaptar a rotina que o clima está pedindo. Não dá para ficar fugindo da realidade, negando o momento. É comum escutarmos as pessoas falando eu queria estar na praia, eu não queria estar aqui, isto só piora a situação.
Se o calor está insuportável, ficarmos contrariados por estarmos trabalhando, por estarmos na cidade, só vai aumentar a irritação e stress.
Precisamos aceitar a idéia de que os dias estão quentes e tentar nos adaptarmos, buscando os recursos possíveis para evitar o desconforto e o mal estar. Se o clima está assim e nós não podemos fazer nada para mudar, temos nós que nos adaptarmos, evitando a queixa e as lamentações. Isso já ajuda a melhorar o humor - disse Débora.

Temperatura está acima da média
Por telefone, o técnico da Metsul, Alexandre Aguiar, revelou que as ondas de calor no mês de março são comuns, mas neste ano as temperaturas estão entre 3ºC a 4ºC acima da média histórica no Rio Grande do Sul.
 - O calor deve permanecer no estado até a próxima semana. Os dias terão sol e poucas nuvens, mas não se pode descartar chuvas isoladas típicas de verão - finalizou Alexandre.

 *Matéria publicada no Jornal Gazeta de Caçapava - edição de 09 de março de 2012.

Sábado é dia de peneirão no Macedão

A Escolinha de Futebol do Santos de Caçapava do Sul juntamente com o Guarany de Bagé, realizam neste sábado, dia 10, uma seleção de jogadores na categoria sub-17.
A parceria visa oportunizar a atletas caçapavanos, entre 16 e 17 anos, a disputa do Gaúchão 2012 desta categoria.
      O peneirão será no Estádio Aristides Dias Macedo e inicia as 9 horas. Na Chave a qual o Guarany faz parte também estão os times do Pelotas, Fragata, Progresso e Rio Grande.

Definidos os grupos da segundona

Os grupos da 2ª divisão de futebol foram definidos na última terça-feira, dia 05, em reunião entre o Conselho Municipal de Desportos e os dirigentes dos times.
Segundo o CMD através de sorteio, as 16 equipes inscritas foram divididas em 4 grupos. Os dois melhores classificam para a próxima fase.
Se enfrentam no grupo 1: Flamengo, América, Caçapava, Barcelona e Estrela. No grupo 2: Santos, São Judas, Nova Geração, Minerador e Mauá. No grupo 3: Brasil, Milan, Paysandu e Floresta. No grupo 4: Movesul, Vila Sul, Atlético e União.
Os dois primeiros jogos da segundona ocorrem no sábado, dia 24. Flamengo e Barcelona se enfrentam as 13h30min e Santos e Minerador as 15h30min. No domingo, dia 25, Brasil e Floresta se enfrentam as 13h30min e Movesul e União as 15h30min.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Morre aos 48 anos Whitney Houston

Fonte: Televisa/TMZ/Blitz

Até o momento a causa da morte ainda não é conhecida.


Whitney Houston, rainha do pop nos anos 80 e 90, foi encontrada morta em um quarto de hotel em Beverly Hills. Ela estava com 48 anos. A informação foi divulgada pela jornalista Kristen Foster, porta-voz da cantora.

Durante mais de vinte anos, a cantora reinou nos palcos e nas estações de rádio com seus grandes sucessos. Foram sete álbuns e três trilhas sonoras para o cinema. A mais conhecida foi a de um filme que ela protagonizou ao lado do astro Kevin Costner: "I Will Always Love You" de "O Guarda-Costas", rodado em 1993.

Durante sua carreira foram vendidos mais de 170 milhões de álbuns, a colocando como top entre as interpretes femininas. Infelizmente, a dependência de álcool e drogas a fez despencar nos anos 2000, sobrevivendo apenas com o sucesso dos anos anteriores. Ela lançou alguns discos, mas somente seus grandes clássicos conseguiram manter a imagem de Whitney viva na mídia. 

Sua última aparição em público foi na última quinta feira, onde participou de uma das comemorações do Grammy 2012, o qual será realizado hoje (12). Veja o vídeo:


Ela deixou uma filha - Bobbi Kristina - fruto da união com o cantor Bobby Brown.

Ouça o seu maior sucesso: I Will Aways Love You, de 1993



Leia outra matéria no blog: Oobservadorvirtual.blogspot.com

sábado, 14 de janeiro de 2012

Recorde de parapente é batido em Caçapava

  Um dos principais cenários de voo livre do país, o Cerro da Angélica foi novamente palco de uma decolagem inesquecível para os pilotos Luciano Horn, Alfio Júnior e Donizete Lemos. Utilizando equipamentos Sol Tracer TR2 e Ozone R11, o trio bateu o recorde Sul Brasileiro e Gaúcho de Parapente, sobrevoando 327km. 
Por Eduardo Schneider

Pilotos percorreram 327 quilômetros, de Caçapava do Sul a Uruguaiana-RS


         Segundo Rodrigo Motta, um dos integrantes do Clube Caçapava do Sul de Voo Livre, eles decolaram às 10h de sábado, dia 07, e pousaram, às 18h39min, no interior de Uruguaiana. 

         - Foram 8 horas sobrevoando belas paisagens do Estado. Os pilotos passaram por Vila Nova, São Gabriel, Rosário do Sul e Alegrete - afirmou Rodrigo. 

         A marca obtida pelos pilotos só perde para o recorde mundial de distância, que é de 461km, alcançados em 2007, no Ceará. 

          De acordo com Rodrigo, sol, tempo seco e muito vento formam a condição ideal para permanecer tanto tempo no ar. 

         - No parapente, é possível voar contra ou a favor do vento, sempre em queda. Os pilotos vão mapeando e analisando o percurso. A cada momento que um deles acha a condição melhor, a certa altura, ele procura a força de planeio e ganha essa altura perdida através de uma corrente de ar quente, chamada térmica - explica Rodrigo. 

         “Estas 8 horas de voo dariam um livro!” 

         Cheio de euforia e emoção, o relato de Alfio, um dos recordistas, revelou detalhes do voo e qual foi o segredo para conseguir cumprir o objetivo. 

         - A técnica, a empolgação e o arrojo de cada piloto colaboraram para que tudo desse certo. Quando calculamos as médias de velocidade no inicio do voo, vimos que poderíamos fazer fácil os 300km. Porém, em São Gabriel, a condição piorou e a média caiu. Para se ter ideia, voamos uns 40 minutos nos segurando. Confesso que achei que o dia estaria perdido. Como o voo não é uma coisa tão exata e não se pode desistir nunca, perto de Rosário do Sul, a condição melhorou e, junto, veio à alegria. Aproximadamente 50km depois, nós três fomos ao chão. Não dava para acreditar que estaria tudo perdido. 

         Então, veio um momento de cinema: pegamos umas bolhas fortes e com muito vento. Acho que este foi o pior momento do voo, por estarmos baixo e pelo risco que estávamos assumindo. Mas, como nenhum dos três largou, voamos uns 15km a 300m ou 350m. Momento tenso demais, mas, em seguida, conseguimos estabilizar o voo. 

         Quando rumamos para Alegrete, mesmo no ar, aproveitamos para fazer um lanche. Rodando uma térmica no quilometro 285, resolvi sair um pouco para a esquerda, ficando uns 300m menos que eles e, então, desliguei o rádio e pensei: é agora ou nunca, se andamos até aqui, vou tocar em frente. 

         Passamos o quilometro 294 a 1000m do chão e cruzamos os 300km cientes de que o recorde era nosso. Juntamos uma vela ao lado da outra, definimos como e onde seria o pouso e os últimos 27 km foram só euforia. Sem dúvidas, estas 8 horas que fizemos foram demais, dariam um livro - finalizou o piloto. 

         Esporte vem crescendo no país 

         Praticado no Cerro da Angélica, que é de propriedade particular de Carlinhos Moraes, o voo livre vem crescendo na região e no país. De acordo com Rodrigo Motta, somente no último final de semana, 25 pilotos, muitos de outros Estados, decolaram do morro, que tem 250m de altura. 

         - Quem quiser participar tem que ter mais de 18 anos e fazer o voo duplo. Se gostar, começa o curso, que dura 5 meses. Terminando o curso, está apto para voar. 

         O investimento em equipamentos gira em torno de R$3mil a R$10mil e envolve a compra de vela (asa), selete (cadeira), paraquedas reserva e eletrônicos (altímetro, GPS, rádio), que são opcionais - disse Rodrigo. 

         A próxima edição do Campeonato Gaúcho de Voo Livre começa em fevereiro e terá a primeira etapa em Sapiranga, nos dias 25 e 26. Quem representará Caçapava são os pilotos Marcos Lacava e Rodrigo Motta. 

sábado, 7 de janeiro de 2012

Respeitável Circo da Cultura



          O projeto “Incrível Circo da Cultura”, criado por um grupo de jovens estudantes e artistas que, juntos, formam a Comunidade Cultural Sonho Coletivo, realizou, na última quarta-feira, uma manifestação que surpreendeu aos caçapavanos. 


         Por volta das 17h30min, a Caravana do Circo, formada por integrantes do movimento cultural, saiu da Praça Matias Velho, localizada na Rua 15 de Novembro, próximo ao CTG Sentinela dos Cerros. A partir dali, um Corcel 75, chamado Bira, todo enfeitado, puxou o grupo que, com as caras pintadas de palhaço e tocando tambores e pandeiros, percorreu a Rua 15, chamando a atenção das pessoas e, também, do comércio local, que parou para assistir à manifestação. 

         No Largo Farroupilha, onde aconteceram as apresentações, centenas de pessoas aguardavam a caravana. 

         O público prestigiou shows de música e dança, com participações de diversos artistas e grupos caçapavanos, e se surpreendeu com a dinâmica e qualidade das apresentações. 
              Confira no vídeo um resumo de tudo isso.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Caçapavano conta o que viu no Haiti

 Cabo Osório(à esq.) ficou seis meses no Haiti
Uma experiência que ficará marcada na vida do Cabo de Comunicações do 3º Regimento de Cavalaria Mecanizada (3º RCMec) de Bagé, Luciano Osório de Oliveira, de apenas 21 anos. É que ele, e mais de 800 militares integraram o 14º Contingente do Batalhão Brasileiro que deu seguimento a Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti no período de 04 de março a 16 de outubro deste ano.
Segundo o caçapavano, que está curtindo alguns dias de folga em casa com a família, a experiência na capital Porto Príncipe foi muito positiva, apesar da realidade completamente diferente.
- Eu era sessão de comando e ficava no quadro de comunicações (CECON), ou seja, trabalhava mais internamente. Só saíamos às ruas quando não estávamos de serviço no CECON, mas uma das coisas que me chamou a atenção foi de que apesar de toda a pobreza, raramente se via briga ou violência nas ruas. As crianças, mesmo com roupas bem simples não paravam de rir e cumprimentar os militares, estavam sempre brincando e sorrindo com todos, como por exemplo, em uma feira eles te ofereciam um tênis por U$S 40 dólares e se tu respondesses que era muito caro, então eles diziam pra ti em Creole que é a língua deles: - Ah bombagai (boa gente) quer tirar meu coração! - em tom bem humorado. Quer dizer, mesmo com todas as dificuldades eles gostam do país deles, são Patrióticos e felizes - afirmou o militar. 
 Promover a ação Cívico Social que consistia em levar brinquedos, água e cestas básicas bem reforçadas para a população, também incluía a missão do Batalhão Brasileiro. Durante o patrulhamento nas ruas, muitas eram as diferenças comparadas ao Brasil.
- O trânsito seguidamente parava devido às ruas estreitas e a falta de organização. Vencia quem buzinasse mais! Inclusive, tinha muitos “Tap-taps”, que eram o meio de transporte coletivo do país.
O que mais me chocou foi a questão do lixo e o esgoto que eram a céu aberto e também por conta dos IDPs - Internally Displaced Persons – (Pessoal Deslocado Interno), nomenclatura da ONU para as pessoas desabrigadas, que perderam tudo e que viviam em barracas, que tinha em todo lugar - afirmou.
Luciano também exibiu ao repórter: fotos, vídeos e mostrou bandeiras e pinturas adquiridas no país caribenho, além de contar sobre a lição de vida aprendida.
         - O modo de viver deles é completamente diferente do nosso. A maioria deles não tem o conforto que temos como casa, água potável, roupas limpas, nem escola e emprego garantidos. Então eu percebi que nem tudo é tão ruim o quanto parece ser. Sempre tem pessoas que estão em situação bem pior - revelou.
O caçapavano que entrou no quartel no ano de 2008 e promovido a cabo em 2010, retorna a sua unidade em Bagé nesta segunda-feira, dia 07, após um ano de desligamento das suas funções que somaram os seis meses de treinamento e mais os seis meses de missão no Haiti. 
Por Eduardo Schneider - Matéria também publicada no Jornal Gazeta de Caçapava em 04 de novembro de 2011 

AS IMAGENS 
  O cenário da capital Porto Príncipe é composto por barracos onde moram milhares de  desabrigados

Depois do terremoto, o comércio foi estabelecido provisóriamente em frente as ruínas dos prédios
O trânsito na capital Porto Príncipe é caótico. Vence quem tem o maior veículo e a busina com maior volume

Relação é pacífica entre civis e o Exército Brasileiro

Entre bandeira e camiseta Haitiana, Cabo Osório exibe o Certificado e o Quepe entregues pela ONU

domingo, 14 de agosto de 2011

Festival do Rock na tela do Vagalume

No dia 30 de Julho foi realizado mais um encontro das bandas de rock de Caçapava. A grande presença do público e das 10 bandas agitaram a galera que se reuniu na Associação próxima a Polícia Civil.
Confira abaixo os vídeos da Schnapps Band e também da abertura do festival. A produção é da equipe do Cineclube Vagalume.








sexta-feira, 29 de julho de 2011

Quatro vozes que cantam e encantam

Uma vez por semana elas se reúnem para colocar os assuntos em dia, programar a agenda e, principalmente, soltarem à voz. Nestes encontros, as professoras, Adriana Dias e Adriana Inácio, a microempresária Ana Paula Oliveira e a funcionária pública Renata Bairros encontram no canto e na música, um fator que faz a vida delas se aproximar cada vez mais, entre a arte, a música e o público, o Grupo Sul Em Canto.
Renata Bairros, Adriana Dias, Adriana Inácio e Ana Paula Oliveira integram o Grupo Sul Em Canto

Segundo Renata Bairros, o grupo foi formado em 2005, quando três delas foram convidadas a fazer uma apresentação na Câmara de Vereadores, em alusão ao Dia Internacional da Mulher. De lá para cá, o conjunto fez uma pausa de dois anos e retornou com força total em 2008, agregando mais uma integrante e fechando o quarteto que já é bem conhecido na cidade e na região.

Gêneros musicais como MPB, Cancioneiro gaúcho e clássicos latinoamericanos preenchem o repertório do grupo que já fez diversas apresentações em eventos como a Feira do Livro, Baile de Debutantes, FEMUC e Pua de Ouro.

- A representação da mulher forte, que trilha caminhos da música “Mulheres Pampeanas” de Nenito Sarturi e Eduardo Zamberlan é o que move o Grupo Sul Em Canto a seguir em frente cantando e encantando a todos - afirma Adriana Dias.

A última exibição do Sul Em Canto foi no lançamento do CD da Sentinela da Canção Nativa e o próximo show já tem data marcada. Será no domingo, dia 07 de agosto, na 12ª edição da Feira dos Pequenos e Microempresários (FEPEMI). O telefone pra contato é 3281 3949 ou 9648 4287. 

Por Eduardo Schneider
 

Recados

Seguidores

Contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

É MANCHETE! Copyright © 2010 Caçapava do Sul Rio Grande do Sul Brasil